O calor tem sido intenso e os dias bonitos de ver, com o céu azul limpinho, o nascer e pôr-do-sol impecáveis. Um primor de verão, repleto de novidades, obstáculos e surpresas. Começar o ano, se é que ainda dá para dizer que estamos no início, tem sido uma tarefa interessante por conta dos novos desafios que se apresentaram e as sentimentalidades doces dos fins de semana.
Sexta, sábado e domingo são dias agradáveis na rotina paulistana se você sabe como se divertir. Coloque de lado as filas gigantescas nos cinemas, os museus lotados, as baladas abarrotadas e a longa espera dos restaurantes mais badalados e tudo estará certo. Fim de semana sem feriado em São Paulo é fim de semana com engarrafamento e transtornos, não tem jeito. É aquela situação sem saída: ou fico em casa entediado ou enfrento os lugares lotados para o mínimo/máximo de distração na metrópole barulhenta. É um namoro de altos e baixos com a cidade que só me fascina, apesar do calor recente.
Nesses dias de folga aproveito para ir à feira no domingo pela manhã, distrair dos problemas que precisam ser resolvidos ao longo da semana ao ouvir a gritaria obstinada dos feirantes vendendo seus peixes, frutas, legumes, etc. Faz parte da vida cotidiana e enquanto esta passa, me entrego ao açúcar do caldo de cana e à ideia abortada de comer um pastel de carne. Cheira bem! Assim como cheira bem aquele risoto de camarão com abobrinha que tanto gosto.
E fico me divertindo com as simplicidades e o céu límpido enquanto as águas de março não encerram o verão.


