domingo, 29 de maio de 2011

Drama!

Nasci para o drama. Nasci para uma vida com trilha sonora tensa, densa, triste e que depois se transforma em algo animador, dançante e motivador. Sou daqueles tipos que dizem que sofrer é preciso para valorizar as conquistas. Aprendizado é sofrimento, mas não o sofrimento doloroso, sofrimento sofrido e negativo. É o sofrer de trabalhar duro, de viver intensamente. 

É isso!!! Viver intensamente, com todos os sentimentos à flor da pele, vivendo como se fosse o último segundo, a última música da Adele ou o último gole de Yakult. O clichê já dita que as delícias vem em pequenos fracos, pequenas porções, justamente, inesquecíveis. Pode acreditar. Não há a concepção do exagero nas coisas de excelência, mas ainda assim me reservo o direito de amar o drama. 

Arte boa é arte em que os personagens são levados aos limites de seus questionamentos, quase caem do abismo e voltam mais fortes do que jamais foram. É inspiração Tarantinesca, puro sangue e lágrimas. É preciso emoção, meus caros. Nada de jornalismo objetivo, imparcial. Quero ver sentimento bem elaborado, bem abordado. Quero humanidade exalando dos poros, mas sem ser piegas, claro. Quero sentir a fragilidade alheia não como forma de me sentir mais forte, mas para entender que existem seres frágeis como eu. Todos somos assim.

Nasci para o drama. Para os domingos sombrios e frios de reflexões embaladas de lágrimas, música e quarto escuro. Nasci também para as segundas-feiras coloridas, cafeínilhadas (café e baunilha) e felizes. Nasci para navegar em meus sentimentos malucos e ainda ser feliz com isso.

Nasci para a diversão que admitir gostar do drama me proporciona. A diversão do suco de maracujá sem açúcar, do café queimado e amargo, das horas solitárias escrevendo. A diversão das ressacas, das culpas, das glórias. Nascer para o drama é nascer feliz. Nascer para as possibilidades sentimentais que se apresentam. Desde a boa atuação à sensibilidade grotesca de ouvir um eletrobrega bacana. 

Não há felicidade sem drama, safadeza, modéstia e umas boas doses de lágrimas e culpa. Vem me acompanhar nessa bagunça diária. E que se danem os pressupostos religiosos do sofrimento transformado em virtude. Virtude mesmo só é alcançada depois de uma jornada de autoconhecimento. Cheio do bom, saudável e genérico drama. 

1 comentários:

Ester Criscuolo disse...

Como sempre ARRASANDO!!! Adoreiii, falou tudo!